terça-feira, 19 de maio de 2009

Velho de 25...

É engraçado...

Stress, queda de cabelo, sobrepeso, falta de tempo, nenhuma vontade para pensar, nenhuma vontade de fazer algo, cansaço mental, mais quedas de cabelo e muito, mas muito stress.

Essa era a vida que nunca chegou a passar pela cabeça, mas caso tivesse que acontecer em algum momento da vida, pensaria lá pelos 40 ou quem sabe 50 anos.

Filhos, mulher, pai e mãe já idosos, emprego, casa para sustentar, além, logicamente ter chego a idade que qualquer sintoma já descrito seria devido aos anos que se passaram. Seria totalmente aceitável (a todos, incluindo você!) os sintomas, chegaria a pensar que já não se tem mais aqueles 25 anos.

Isso sim seriam responsabilidades de se virar a cabeça...

Faço parte de muitos que chegam a este ponto da vida e pouco animado pelo futuro, algo inusitavel de perceber é que neste semestre de faculdade não conheço uma pessoa sequer (não é modo de falar, não conheço ninguém mesmo) que esteja animado com a faculdade.

A competitividade do mundo atual está adoecendo as pessoas a ponto de priorizar algumas coisas a ponto de impossibilitar de se fazer outras mais saudáveis.

No colegial se ouve que é necessário se sacrificar nos 3 anos para entrar em uma boa faculdade. Na faculdade se ouve que é necessário se sacrificar em 5 anos para ter um emprego. Para continuar a subir de cargos no trabalho é necessário não deixar de estudar nunca, já se foi mais 5 ou 10 anos. Se manter em um bom cargo é necessário continuar a se atualizar e para isso nem tempo exato existe. Se você aceitar ser chamado de idoso desatualizado que parou no tempo aqui deve terminar seus sacrifícios para ser alguém, mas caso seu orgulho seja maior que você, não vai aceitar ser menor que qualquer marmanjo aí e vai sofrer por não ser ou continuar a se sacrificar para conseguir.

* uma pequena pausa, para a pequena analise de como estou me vendo ao escrever

me sinto um adolescente revoltado com o mundo e com todos, um ótimo "reclamador", que é o que os adolescentes sabem fazer de melhor.

*

Deixo o texto pela metade hoje. Quem sabe termino outro dia.

...15/06/2009 22:46 só para terminar.

Relendo o texto parece até que sou um cara estudioso e tudo mais, então já aproveito para esclarecer que nunca fui de estudar e se matar de estudar somente em provas finais que ai não tinha jeito.

Não me falta vontade de estudar, o que me falta é prazer disso, não aguento mais estudar o que não me interessa. Eu apenas procuro algo que me dê prazer de fazer e que não precise de motivos para me forçar a fazer.

Não quero que a razão seja um diploma, dinheiro, status ou qualquer coisa do tipo.

Eu quero tezão, prazer, felicidade, amor ao que estarei fazendo, que dinheiro nenhum no mundo pudesse fazer eu trocar de emprego porque nada daquilo poderia pagar a satisfação de acordar cedo empolgado em saber que minha felicidade esta garantida porque eu vou trabalhar.

*

Aposto que a qualquer um soa bastante estranho relacionar felicidade com trabalho.
Deixo indagações...
Será que estranhar isso faz parte da educação que recebemos??? Será tambem de nossos exemplos??? Ou será que não existe???

*

Acho que todas as pessoas sã querem isso (hahaha logico que diria "Eu não?"). Já não me entendo direito. Me perco no meio dos meus pensamentos. Me vejo regredindo a ponto de achar que volto a ser criança por não me sentir preparado por tudo isso e por achar que ainda existe o ideal e perfeito.

Não sei me responder... mas ainda sei, na verdade tenho certeza, que tudo isso doi, mas doi muito.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Equilibrista de Pratos

E é assim que ando me sentindo, EQUILIBRISTA DE PRATOS.

Este tipo de personagem de um circo deve ter sido presente na infância de alguns.

Para quem não sabe o equilibrista de pratos coloca os bratos sob bastão apoiado no chão e para não cair precisa deixar os pratos sempre girando. Chega a um certo ponto em que há tantos pratos sendo equilibrados que ele não consegue mais colocar pois usa todo o seu tempo não deixando os pratos cairem, corre de um lado para o outro sempre acudindo o prato que esta mais proximo de desequilibrar e quebrar ao chão.

Fisicamente (de fisico e não física hahaha) falando é algo bastante facil de se entender, mas não acredito que seja tão facil quanto pensar isso em outro plano.

Ultimamente ando me sentindo como um cara que acude o prato que esta para cair o que me faz não conseguir tempo e foco em outras coisas a não ser apagar fogos.

Ou eu aprendo a colocar mais pratos na vida ou aprendo a deixar alguns cairem, quem disse que ao cairem vão realmente quebrar ou então que eles deviam ser quebrados?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"fique ávido, fique inocente"

Ok, meses se passaram e eu não escrevi. Nem vou começar a analisar isso e nem penso em descrever mais uma vez uma sensação ainda não codificada.

Há alguns meses atrás eu vi um vídeo, gostei bastante, salvei no favoritos e logo esqueci da existência dele. Hoje remexendo os links salvos no computador me deparei com ele de novo.

É um vídeo dividido em duas partes. O orador é o Steve Jobs, presidente da Apple, ele foi chamado na formatura de uma universidade norte-americana.

PARTE 1



PARTE 2


Ao assistir o vídeo automaticamente começo a pensar no futuro, no que faço hoje e no que pode refletir no futuro. Sim, sim eu li e entendi muito bem que os pontos foram ligados 10 anos depois e que antes disso nada fazia muito sentido, ele havia apenas feito o que queria e gostava.

Nas declarações e histórias contadas fiquei com um medo e uma ansiedade maior em encontrar o que realmente gosto de fazer, tenho noção (não exata) do meu potencial, e sei do que fui capaz. Mas o fato de não me satisfazer com algo, realmente me aborrece e me chateia, tenho apenas algumas idéias do que me poderia me satisfazer.

Por enquanto não coloquei nada em prática, ainda não fui atrás disso por uma mistura de coisas, preguiça, comodismo e medo, muito medo, medo de esgotar as possibilidades do que acredito que posso me satisfazer sempre e perder o rumo.

O fato seguinte vem da seqüência de pensamentos.

- se eu não tentar, nunca vou descobrir o que é.
- se for para não ser nenhum, no pior dos piores eu pelo menos terei descoberto mais de mim. Alem de ter novas lacunas a serem preenchidas com coisas novas.
- se for algum dos itens, ou então mais de um, realmente estou perdendo tempo os deixando engavetados tanto tempo.

OK, já me convenci que preciso me mexer.

Na seqüência dos pensamentos... a pergunta é como me mexer?

Algumas coisas atrapalham como:
- tempo
- dinheiro
- quando
- onde
- como

ou seja, sincronizar o objetivo a ser feito, com as minhas obrigações que não poderia abrir mão. Faculdade a Noite e Trabalho durante o dia, alem também do inicio do TGI (trabalho de graduação interdisciplinar, que para alguns é TCC, Monografia, etc...), estou procurando uma brecha e um modo de como encaixar tudo isso, sem que um atrapalhe o outro.

OK, um problema bastante comum nesta idade e momento que passo.

A partir desta seqüência de pensamentos, minha cabeça para e fica sem reação.

E agora José?
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...
Nunca deixar para fazer amanha o que se pode fazer hoje?

Começar as coisas ontem, ou amanhã quando abrir mais espaço e mais tempo hábil?
Até quando e quanto eu suporto tudo?

Voltando ao vídeo...

Espero que daqui uns anos eu tenha conseguido ligar os pontos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Que mundo é esse mesmo? Ou será que me mudei de mundo e ninguem me avisou?

Estou numa fase bem engraçada, ando ouvindo músicas bem diferentes uma após a outra. Geralmente eu entro (ou volto) para uma fase e ouço músicas que condizem ao momento. Isso, logicamente explica que ando em altos e baixos, passo dias bem calmo, outros dias feliz, triste, estressado, ansioso e estático, cada dia com sua combinação de sentimentos.

Enfim, o mais engraçado dessa fase é quando paro para observar as pessoas que se encontram ao meu redor naquele momento.

Deixo de ver as pessoas como seres humanos e começo a imaginar seres diferentes, alguns viram aquele monstrinho que vira gosmento que ao se rastejar vai deixando sua gosma no chão, outros viram aqueles seres cumpridos com mais de 3 metros de altura sem nenhuma expressão, totalmente apáticos, vejo outros que se parecem com bichinhos menores atentos pelo desespero e peludos.

Não é que a pessoa seja peluda ou gosmenta, mas se existisse seres assim, com certeza eles se assemelhariam. Pra quem vê esses tipos de filmes onde criaturas diferentes existem como Senhor dos Anéis e Star Wars, entende muito bem o que vejo.

As pessoas não deviam se parecer com pessoas e se comportar como que o mundo fosse delas ao invés de parecer apenas um bando de viajantes a visita neste lugar?

Me sinto presenciando a metamorfose dos seres humanos, mesmo que não seja literalmente externa. Parece que vejo seres de um submundo que a cada dia começa a habitar o mesmo espaço que nós.

Tenho bastante medo disso, porque uso o termo submundo para mostrar que são pessoas praticamente “subhumanos“.

E se todo o avanço do mundo, que mesmo hoje em dia com tanta noticia ruim acontecendo pareça ser pouco, estiver correndo risco e ao invés de evoluir começarmos e involuir.

Digo involuir, mas não da onde viemos, que vendo pelo ponto ecológico até que seria interessante, voltar a viver em uma floresta e não ficar triste por depender tanto da energia elétrica quando ela acaba.

Eu digo involuir como pessoas, deixar de se importar com coisas que realmente contam, como paz, amor, carinho, atenção ao redor, seja ao próximo, seja a animais e plantas, coisas como respeito e paciência.

Não sou nenhum ser sob humano, nem prego todas essas coisas a todo dia e a toda hora, mas o fato de pessoas não ter nenhuma delas em si é algo muito preocupante.

Ou eu estou sozinho nisso me preocupando com algo que não existe a ponto de ter alucinações ao ver pessoas com gosmas e pescoçudas e peludas?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Posicionando o Trauma....

Ando numa fase da vida que ando repassando, revivendo, relembrando e convivendo com traumas (principalmente meus). Alguns destes nem imaginava que existiam, outros sabia que existiam, mas nunca fui atrás para saber como que funcionava aquilo.

Até agora me surpreendi com o tamanho de alguns e com a persistente existência de outros (cara, como isso é complicado!!!)

Acredito que traumas não tenham um modo especifico de ser resolvido (confesso que não gostei da palavra resolvido no texto, mas “compreendido” o trauma já é, e acredito que “resolver” me parece muito relacionar trauma a problema, só não sei por qual razão isso me incomoda).

Enfim tem gente que acha que o negocio é enfrentar e fazer coisas opostas e obrigar a situação. Mas não acho que algo forçado tenha um resultado bom vendo nos três (curto, médio e longo) prazos.

Já outros acham que o tempo é o melhor antídoto, mas para pra pensar uma coisa, seguindo este pensamento vamos concordar que cada trauma teria o seu tempo próprio para ser resolvido, a partir daí é que vem a pergunta, quanto tempo demora? Quem é capaz de avaliar isso? E se este trauma não for para ser resolvido com tempo e sim com outro método? E o tempo passado foi o melhor custo beneficio? Ficar a mercê destes tipos de questionamentos é amedrontador, imagina você achar que este seu trauma que você esta deixando curar na verdade o tempo não cura? Uou você esta esperando por algo que não vai vir, alem de depender de algo incontrolável, difícil não? Bom, pelo menos para mim é, mas mesmo assim alguns dos traumas eu acho que o tempo vai ajudar, e para deixar o tempo fazer o seu dever tenho que não pensar sempre nesses questionamentos para não “quebrar o trabalho” do tempo, apenas de tempo em tempo avaliar este processo (o que confesso, também não é tão fácil, afinal a escolha de parâmetros idôneos é bem complicada, devido aos inúmeros fatores que afetam diretamente nos “dados recolhidos”)

*apenas um pequeno detalhe ao que penso ao ler o que escrevi

uou uma piração total não?

*voltando a linha de pensamento

Outras pessoas acham que ignorar o problema é o negocio, particularmente eu discordo porque se tem que ser resolvido não vai ser negligenciando que vai ser resolvido, você ate pode pegar este trauma guardar e falar “depois eu resolvo isso”, mas vai ter que resolver um dia.

Devem existir outros “métodos” para se resolver traumas, alem do que os que eu disse são bem amplos e a aplicabilidade deles é bem diversa.

Pois é, mas o assunto que eu queria tratar não é discursar sobre o que fazer em situações parecidas, o fato é que nos seres humanos somos feitos de milhares de coisas, somos influenciados e formados por nossa família, amigos, meios de comunicação diversos, observações (tanto de pessoas como de objetos ou paisagem), tem aquela genética, que consegue dar um toque difícil de ser compreendido, temos também alguma tendência sobre tudo (o que quero dizer com isso é que se alguém tem a tendência de algo, aquilo pode vir a ser desenvolvido independente das outras situações já descritas, ou seja a mesma pessoa mas em mundos diferentes com pessoas diferentes e ocasiões diferentes teria comportamento parecido na mesma situação. Sacou?).

O ponto que quero chegar é dizer que somos formados e influenciados também pelos nossos traumas, que ao passo que acontecem ditam alguns tipos de comportamento para certas situações.

Agora pegue duas pessoas diferentes apenas que uma tem um certo trauma, ai você coloca as duas em uma situação onde este trauma poderia ser detectado. Pense no que isso pode acontecer.

Certamente você deve ter pensado que as duas tiveram comportamento diferente. A que tinha o trauma agiu como tal e a que não tinha agiu de modo diferente da outra.

Eu compreendo o tipo de raciocínio, mas e se as duas agirem igual? E se for inerente a essas duas pessoas (diferente APENAS pela existência do trauma) ter este tipo de comportamento naquela situação?

Chego ao estado em que me sinto.

Não sei se o ponto em que estou se é por traumas passados, se é porque é assim mesmo que tinha que ser, se o fato do trauma poder ser um agravante ou então uma mera coincidência, apenas para atrapalhar a vacuidade (quem não souber o que isso significa, eu deixei no final do texto o significado), que é tão difícil de se ter.

Pois é, já não sei mais que testes/ensaios fazer para tentar detectar até que ponto é trauma, até que ponto é inerente a mim, até que ponto são os dois, até que ponto isso foi outro tipo de influencia.

Difícil tudo isso, ainda não sei o que fazer corretamente para detectar tudo já citado. Acredito que deva ser coisa de feeling, experiência de vida e coisas deste tipo. Enquanto isso vou vivendo a vida e se novos resultados dos ensaios aparecem vou analisá-los cautelosamente.

Abraços.

Vacuidade: é o modo verdadeiro de existência de todas as coisas: a ausência de existência inerente. A vacuidade é a visão correta da realidade. Devido à nossa ignorância, no entanto, pensamos e reagimos como se todas as pessoas e tudo à nossa volta existisse por si próprio. Não percebemos que somos nós mesmo que projetamos e avaliamos o mundo exterior a partir de nosso mundo interior.
Enquanto esse mecanismo psíquico de projeção atuar sem a percepção correta da realidade, isto é, que nada possui uma existência própria e inerente, sofreremos devido ao apego, à aversão e à ignorância. (significado retirado do livro de Bel César, “Viagem Interior ao Tibete”).



Ps. Quando escrevia o significado de vacuidade, sinto que deve ter algumas respostas por trás disso tudo.
Ps. Faz tempo que não escrevo textos assim, alem de que a hora e o dia longo não devem ter ajudado muito na ortografia e composição do texto, se tiver algum erro muito gritante favor me avisar, o que achei passando o olho eu mudei.

domingo, 3 de agosto de 2008

Uou há quanto tempo não?

hahahahahahaha

éééééééééé

não escrevo aqui a muito tempo, já escrevi e apaguei muitas vezes desde o ultimo post.

como já me é de costume eu continuo pensando no que escrever, varios assuntos e sempre o assunto foge quanto mais perto estou do pc, então desta vez nem vou escrever direito e nem vou me prolongar como nos outros posts. É praticamente um post para o blog nao se sentir abandonado e que ainda me importo com ele, quem sabe assim ele nao se sente magoado né?

Hoje vou postar uma música...

A Música e a Letra...


Millencolin - Penguins & Polarbears

"I don't want you to know too much about me, oh no
'Cause I know you'll take advantage of the words that I say
You're looking for a way to depress me, make me pay

You don't want me to be too close around you 'cause I would see
All the weak sides that you got, but which you're trying tohide
You know that I would nail you if I could nurse my pride

You're on the top when I'm low
As soon as you're fading I will grow
I don't like you, you don't like me
We're lacking energy
Yeah, we're lacking energy

It's a mindgame we play, rule the roost, major cliche
While one of us is fit the other's going insane
And every time we think the positions will remain

You're on the top when I'm low
As soon as you're fading I will grow
I don't like you, you don't like me
We're lacking energy
Yeah, we're lacking energy
So you got me up against the wall
And I'm only waiting for your fall
I'll get back on top and be carefree
It's not the end for me, no it's not the end for me

I know we're thinking the same and our opponent's the one toblame
Thinking this way is not something that we both longed for
Living this way is something we never did plan
But I don't think we will change
'Cause we're stuck in roles as other's antipoles"


é uma musica que fala de pessoas em conflitos e em guerra, mas encara tudo isso como um Yin Yang, que ao mesmo tempo que são opostos um precisa do outro, é uma mistura de complemento com oposição conflitante.

é voce desejar o mal ao outro mas saber que sem ele voce nao sobrevive, e que voce depende daquilo. É bem estranho e dificil explicar, mas acho que lendo a letra dá para entender o que quis dizer.

Abraços.

domingo, 25 de maio de 2008

E ai? Voltei?

Ai que vergonha! Faz um bom tempo que não posto (quase 3 semanas) e isso me deixa bem envergonhado! Não fico envergonhado com algo que fiz com alguém e sim envergonhado com que faço comigo mesmo. Comecei a escrever estes textos mais para mim do que para vocês (por incrível que pareça, pois lendo esses textos me sinto falando com alguém, como estou fazendo agora nesses parênteses, mas não me levem a mal a cada texto, frase e palavra que façam sentido a alguém que leu já é de muito valor), para entender algumas coisas em mim e me ler depois, escrever é um bom exercício mental e terapêutico.

É engraçado essa sensação de vergonha com um blog, onde sei que no máximo 5 pessoas tem o conhecimento dele e sei que dessas, apenas 2 realmente devem ler (que dessas apenas uma posta hehehe).

O fato é que estou incomodado com a minha atitude com o blog, sei que não desapontei nenhum leitor não postando. O atalho criado e colocado em primeiro na minha lista de favoritos me incomodava a cada hora que ia mexer na internet.

Bom, a partir daí comecei e pensar o que me fez ficar fora daqui durante tanto tempo.

Não teria coragem de falar que me faltaram idéias, pois mesmo que longe do computador eu formava textos em minha cabeça do que escreveria aqui, tudo bem que quanto mais próximo do computador eu chegava mais longe as idéias ficavam, acho que por isso que fica importante eu começar a vir aqui mais para escrever o que sair do que escrever algo pré-escrito em minha mente.

OK! Acabei de escrever algo e já vou me contradizer. O que mais pensei em escrever neste dia seria sobre o porque do meu afastamento, então acho que é aqui eu começo.

Vou começar a fazer simples análises de verdades que pelo menos para mim são absolutas.

Todo o ser humano faz algo. (Oh isso é óbvio)
Todo o algo (ou pelo menos a maioria quase esmagadora) feito pelo ser humano é feito em busca de resultados e objetivos.
Resultado é como todas as palavras tão abstratas quanto fórmicas (O que quero dizer é que existem vários tipos de resultados).
(Na minha opinião) Conscientemente ou inconscientemente ao fazer algo esperamos no mínimo um reconhecimento (Pense no que você tem feito ultimamente, e pense em alguém falando que reconhecia tudo isso e que estava pleased (acho que não achei a palavra certa em português, porque para mim agradecido ou satisfeito seria pouco) do que você tinha feito, algo bem satisfatório, não?).

Pois é, foi este o caminho que fiz até entender o porque eu dei esta parada. Os meus textos têm me dado elogios (mesmo sendo de duas pessoas das duas que lêem) e isso tem me deixado muito feliz e satisfeito porque sei que essas pessoas não têm nenhum interesse em me elogiar, apenas para bajular, elas sabem que não gosto disso e que prefiro uma verdade doída a uma mentira carinhosa.

O fato principal é que me considero uma pessoa muito estática e principalmente acomodada (não que me orgulhe disso).

*vou contar algumas historias que me mostram isso.

Eu não sou do tipo de pessoa que estuda para uma prova antecipadamente, sou aquele tipo de pessoa que espera chegar ao ultimo minuto para me mover, acho que pela minha faculdade não ter recuperação atrapalhou bastante, afinal eu no colégio esperava até a ultima recuperação para rachar feito um louco para passar, já na faculdade não tem recuperação.

Procurei emprego e depois consegui graças a duas pessoas. Uma delas me disse que eu tinha que montar a minha vida para não depender de ninguém. A outra em uma discussão de se falar verdades uma na cara do outro do que se incomodava com o outro, ouvi que era um relaxado e que ela se incomodava com o fato de eu não ir atrás de trabalho. Foram duas coisas bem importantes e bem distintas, uma me aconselhando com amor e outra com raiva de mim, sei que ambas tem um carinho muito grande comigo. O fato (acho que gostei de usar esta palavra hoje, não?) é que impulsionado pelo amor de uma pessoa e a raiva de outra, me fizeram me mover para mostrar a uma pessoa que estava seguindo seu conselho e a outra que era capaz daquilo. Enfim eu consegui o emprego e as duas pessoas ficaram satisfeitas e ainda por cima consegui mais coisas que vieram como brinde (acho que até poderia escrever sobre isso, mas acho que desviaria demais o assunto, e não gostaria de perder o foco e trazer vocês para fora do texto).

*existem mais exemplos, mas estes acho que já são bons.

Acho que vocês entenderam o que eu quero dizer.
Eu ter conseguido já elogios e reconhecimento de algumas pessoas (mesmo que poucas) já me fez sentir com o dever cumprido e satisfeito com o blog a ponto de não ter mais que provar mais nada para alguém.

*mais uma paradinha para um comentário

O fato de me ver assim, ACHO que é um dos motivos que explica o porque é tão difícil para eu ouvir elogios e de até fazer elogios também. Tem coisas que acho que são fundamentais, mas ao passo que começo a ganhar elogios eu acabo me desinteressando até parar (por favor, entenda que não tenho orgulho disso e vejo toda esta situação como um grande defeito).

*pronto

Agora vem o fato do porque será que pensando em tudo isso e sabendo que isso acontece, eu ainda voltei a escrever aqui.

Sei que é uma idiotice eu parar de escrever a troco de elogios.
Sei que continuando meus textos posso receber muitos mais elogios e quem sabe criticas também, afinal não posso ser utópico e achar que todos que vão ler vão concordar comigo.
Sei que posso ajudar algumas pessoas a verem algumas coisas que descrevo aqui que possam fazer algum sentido na vida delas e que possam ser aplicadas.
E sei também que ao saber que tenho este defeito não poderia ser conivente com ele e nem cúmplice, deveria pelo menos tentar lutar contra de algum modo.

Mesmo não espalhando este link a todos que tenho contato, pois se for para este blog crescer de algum modo espero que seja por ele mesmo e não por divulgação, eu ainda acredito que um bom produto é ainda a melhor propaganda dele e não que uma boa propaganda faz um bom produto (acho até que uma boa propaganda faz de um produto péssimo ser ótimo. Deve ser por isso que a publicidade vem em crescimento exponencial.), logo espero que se este produto que escrevo for mediano espero que a satisfação dos que lêem seja mediana também, ou seja, espero proporcionalidade.

Mesmo não esperando nenhum comentário sobre algo que escrevo.

Espero continuar a escrever para quem leia e veja algum sentido no que escrevo.

ps. Não gostaria de quem me elogia ou elogiou se sinta com alguma parcela de culpa por algo que tenha acontecido, pois como descrevi neste texto, o problema é meu mesmo e tenho que aprender a viver com elogios e criticas.

Abraços.